sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ame sempre, perdoe as vezes que forem necessárias, mas “EXIJA” mudança, arrependimento e conversão.

Ame sempre, perdoe as vezes que forem necessárias, mas “EXIJA” mudança, arrependimento e conversão. 

Há algum tempo atrás, fui novamente confrontado durante um trabalho que realizo de ajuda a pessoas com dependências, por alguém que me disse que eu como pastor e a igreja, tínhamos a obrigação de o ajudar, de o amar e de o perdoar.
Pessoa essa que exigia ajuda, usando de chantagem emocional e religiosa, mas que estava a viver a vida que ele escolheu e que não demostrava nenhuma atitude de querer mudar.

Esta situação fez-me novamente pensar, será que se eu amar e perdoar alguém que não se arrepende, que não muda, que não se converte, somente porque foi coagido, chantageado e obrigado a faze-lo, estou a ajudar correctamente essa pessoa e a contribuir para que ela mude de verdade???

Será que devo amar e perdoar uma pessoa, sem a confrontar com as verdades bíblicas e para a necessidade que ela tem de se converter dos seus pecados?

A bíblia nos ensina que devemos perdoar porque Cristo nos perdoou, e também nos ensina a amar sempre, inclusive os nossos inimigos, então devemos faze-lo!!!

Mas será que o meu perdão e o meu amor, são suficientes para mudar a pessoa que recebe esse mesmo perdão e amor, ou ela terá que fazer também alguma coisa?

Deus nos ama e nos perdoa, mas será que pelo facto de termos esse amor e perdão à nossa disposição, as nossas vidas mudaram verdadeiramente?

Será que não estamos chantageando as pessoas que ofendemos e magoamos, para nos perdoarem, e nos amarem, pelo facto de elas estarem “biblicamente” obrigadas a isso, sendo que nós não estamos a fazer nada para mudarmos?

Será que também não achamos que Deus é obrigado a nos amar e perdoar sempre?

Eu creio num Deus de amor incondicional e de perdão, mas também creio que o Seu amor e perdão só serão eficazes na vida daqueles que se arrependem, confessam e se convertem dos seus pecados.

Por isso é que muitas vezes Deus permite que passemos por situações menos boas, e muitas vezes Ele encobre o Seu rosto de nós, para que percebamos que precisamos de abandonar a iniquidade (pecado repetido, não convertido), para que o Seu Amor e Perdão alcancem e mudem as nossas vidas.

Deus não desiste de nos amar, e SEMPRE o Seu perdão estará à nossa disposição, mas aquele que não se arrepende verdadeiramente e não se converte, com essas atitudes e decisões, ele próprio estará rejeitado o amor e o perdão de Deus.

“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.
Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”
Isaías 59.1 e 2

“Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.”
Isaías 55:7

Por isso ame e perdoe, mas não porque alguém o chantageou emocionalmente, não porque alguém numa atitude de vitimização colocou peso na sua consciência, ame sempre, perdoe aquele que o ofendeu as vezes que forem necessárias, porque isso é bom, agrada a Deus e purifica o nosso coração e também NAO DESISTA dessa pessoa, mas com a Graça, Sabedoria e Autoridade de Deus, “EXIJA” que ela MUDE.

Para a próxima diga a essa pessoa eu te perdoou e te amo, mas tens de mudar, não repitas os mesmos erros!!!!

Mesmo que ela não mude continue a amar e a perdoar, porque a verdade é que essa pessoa mais tarde ou mais cedo irá cair, será condenada, Deus trará juízo sobre ela (e só a Ele compete fazer isso), mas mais uma vez apelo e até por causa da verdade que referi, PERDOE, AME, MAS EXIJA E ESTIMULE MUDANÇA NA VIDA DA PESSOA, não compactua com o erro e com o pecado, diga que Deus tem poder para transformar, diga que espera ver os frutos de arrependimento, ORE por libertação, porque se ela não se arrepender e converter, não vai ser o seu amor e perdão que a irão salvar.

Miguel Cartaxo
09.12.13

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